Governança corporativa garante perenidade de empresas

img_materia1Antes limitado a companhias com ações listadas nas bolsas do mundo, o tema governança corporativa hoje é mandatório para qualquer organização. Adotar boas práticas de governaça significa garantir a perenidade do negócio – e exemplos não faltam para mostrar quão crítica é a questão.

 

img_materia1Antes limitado a companhias com ações listadas nas bolsas do mundo, o tema governança corporativa hoje é mandatório para qualquer organização. Adotar boas práticas de governaça significa garantir a perenidade do negócio – e exemplos não faltam para mostrar quão crítica é a questão.


Nos últimos anos, o mercado assistiu a impérios que resistiam há décadas, companhias respeitadas e de boa reputação, ruírem como consequência de práticas de alto risco, de fraudes e de erros estratégicos – ou seja, tudo o que vai contra a boa governança de uma companhia.


"As empresas que operam pelos princípios das boas práticas rejeitam ganhos de curto prazo ", assinala Carlos Airton Pestana Rodrigues, diretor-presidente da Governance Solution e professor da Business School São Paulo. Ele refere-se, justamente, às práticas de alto risco.

Pestana cita um estudo da London Business School em que pesquisadores se debruçaram sobre a cultura das organiz;ações longevas e prósperas e constataram que, em todas elas, havia preocupação com a perenidade refletida nas decisões do dia a dia. 

Isso porque boas práticas e transparência na gestão dos negócios contribuem para credibilidade e confiança dos stakeholders - clientes, fornecedores, funcionários, governo e comunidade. "A confiança é a mola propulsora das atividades econômicas", complementa o especialista.

E para que haja confiança, o mercado precisa conhecer a situação das empresas, seus projetos para o futuro e quais os planos de continuidade na falta de seus líderes. "A organização deve continuar, independente da presença de seus membros principais", lembra Belmiro Ribeiro da Silva Neto, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Mas se a governança corporativa traz confiança e, consequentemente, perenidade, por que a discussão demorou a tomar a proporção atual? Pestana esclarece que "não havia a percepção de que ser transparente e adotar boas práticas gerasse valor para a organização".

Assim, foi preciso a interferência de leis que obrigassem as empresas a cumprirem determinadas premissas para que o mercado enxergasse a governança com bons olhos.
Em 2002, por exemplo, entrou em vigor nos EUA a lei chamada Sarbannes-Oxley, ou Sox. Sua criação foi motivada pelos escândalos financeiros de grandes empresas como Enron, WorldCom e Tyco International, que estavam fraudando resultados e manipulando o mercado financeiro para garantir ganhos para alguns de seus executivos.

Os escândalos causaram perdas de bilhões de dólares para os investidores e uma crise de confiança nos mercados mundiais. Para combater este tipo de situação, a Sox estabeleceu duras leis de transparência e governança corporativa. O objetivo é que os investidores saibam sobre a saúde da empresa.

A princípio, a Sarbannes-Oxley foi instituída apenas nos EUA, para empresas que tivessem ações listadas no mercado norte-americano. Logo, ela foi instituída em outras unidades destas companhias pelo mundo, que começaram a exigir o mesmo nível de transparência de seus fornecedores.

Direta ou indiretamente, a Sox foi adotada por diversas economias. Outros países adotaram regras similares de maneira a garantir a estabilidade de suas economias.
 Hoje, há empresas que ultrapassam as obrigações com o mercado e propõem um nível de transparência acima da média.  "Aquelas que já atingiram um grau de maturidade maior, perceberam os ganhos que têm com as boas práticas", observa Pestana.

Um exemplo é o Grupo Orsa, organização de capital 100% nacional no setor de madeira, celulose, papel e embalagens. A empresa não tem capital aberto, portanto, nenhuma obrigação legal de adotar boas práticas. Mas o faz como forma de captar a confiança de seus stakeholders.

A governança corporativa é sustentada por três pilares e conta com ferramentas estruturadas para ser implementada. Dentro de todos os aspectos que devem ser observados dentro da governança corporativa está a gestão tributária.

A segunda parte desta reportagem trará conceitos aprofundados de governança corporativa e otimização da gestão tributária com redução de custos.

A gestão tributária é fundamental para transmitir transparência fiscal tanto internamente, a diretores, executivos e funcionários, como externamente, a investidores, acionistas, clientes, fornecedores e demais partes interessadas na solidez e sucesso do negócio.

Newsletter: Edição 001 – Ano 2010

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