Novos desafios trazidos pela computação em nuvem

Pesquisas confirmam que o modelo de Cloud Computing veio para ficar e organizações começam a incorporar essa nova estratégia de TI em seus negócios.

A evolução constante da tecnologia computacional e das telecomunicações está fazendo com que o acesso à internet se torne cada vez mais amplo e rápido. Em países mais desenvolvidos, como Japão, Alemanha e Estados Unidos, por exemplo, já é possível ter acesso rápido à internet pagando-se muito pouco.

Pesquisas confirmam que o modelo de Cloud Computing veio para ficar e organizações começam a incorporar essa nova estratégia de TI em seus negócios.

A evolução constante da tecnologia computacional e das telecomunicações está fazendo com que o acesso à internet se torne cada vez mais amplo e rápido. Em países mais desenvolvidos, como Japão, Alemanha e Estados Unidos, por exemplo, já é possível ter acesso rápido à internet pagando-se muito pouco.

 

Entendendo Cloud Computing

Esse avanço tecnológico tem contribuído para a popularização de um novo conceito na área de TI: a Cloud Computing ou Computação em Nuvem, que começou a ser difundida em 2008 como o uso de diversas aplicações diretamente da internet, sem que estas estejam instaladas no computador do usuário. Com a Cloud Computing, muitos aplicativos, assim como arquivos e outros dados relacionados, não precisam mais estar instalados ou armazenados no computador do usuário ou em um servidor próximo. Esse conteúdo passa a ficar disponível nas "nuvens", isto é, na internet. Ao fornecedor da aplicação cabem todas as tarefas de desenvolvimento, armazenamento, manutenção, atualização, backup e escalonamento.

Por trás da Cloud Computing está o conceito de Software as a Service (SaaS) ou Software como Serviço. Trata-se de uma forma de trabalho, na qual o software é oferecido como serviço. Assim, o usuário não precisa adquirir licenças de uso para instalação ou mesmo comprar computadores ou servidores para executá-lo. No SaaS, no máximo, paga-se um valor periódico como se fosse uma assinatura somente pelos recursos utilizados e/ou pelo tempo de uso.

 

Cloud Computing – CEOs avaliam os riscos

O modelo de Cloud Computing tem sido cada vez mais incorporado pelas organizações ao redor do mundo, mas as dúvidas quanto à segurança, à disponibilidade e ao desempenho ainda preocupam parte dos CEOs de TI nas discussões sobre a migração dos seus negócios mais críticos para ambientes virtuais ou nuvem.

Um recente estudo divulgado pelo grupo IDC (International Data Corporation) com 325 executivos de TI de médias e grandes empresas confirmou que uma das principais preocupações quanto à migração para o modelo de cloud é a segurança das informações (40%), além do custo para transformação (45%) e da indisponibilidade e dependência da rede (20%).

Por outro lado, a pesquisa indicou que fatores como o aumento de flexibilidade e a redução de custos são os que mais atraem os CEOs de TI para o modelo de computação em nuvem. Para 98% dos entrevistados, a Cloud Computing não se trata de apenas uma novidade tecnológica, mas sim de um novo modelo de negócio que vem sendo cada vez mais disseminado e passará por um crescimento significativo e constante nos próximos anos.

Essa percepção foi comprovada nos dados da “Pesquisa sobre Virtualização e a Evolução para a Nuvem - edição 2011” divulgada pela Symantec, uma das principais empresas de software do mundo, que analisou como as companhias estão migrando seus negócios para ambientes virtuais e híbridos de Cloud Computing.

 

As soluções adotadas pelas empresas

O estudo foi conduzido pela Applied Research, que realizou 3,7 mil entrevistas com executivos de 35 países, das quais 125 do Brasil. Os dados revelaram que as organizações vivem um processo de aprendizagem quanto à incoporação da Cloud Computing nos seus negócios e que muitos CEOs ainda têm cautela com relação à adoção da nuvem em áreas críticas, preferindo que a inovação seja incorporada em áreas menos críticas da operação.

Outro ponto importante levantado na pesquisa foi a falta de comunicação entre os executivos de TI e de outras áreas das empresas, uma vez que estas ainda têm muitas dúvidas em relação à cloud e ficam se perguntando se podem colocar seus dados sem por em risco a segurança de suas informações.

No que tange à preocupação com a segurança do modelo de Cloud Computing, os membros do Security for the Cloud to Open Group e do SOA Project, que constituem um grupo de trabalho internacional cujaOur mission is to develop and foster common understanding of SOA in order to facilitate alignment between the business and information technology communities. missão é We carry out our mission by conducting a work program to produce information about SOA and SOA standards to assist business and information technology professionals within and outside of The Open Group to understand and adopt SOA.produzir informações e padrões sobre SOA para apoiar as empresas na adoção da tecnologia, desenvolveram uma arquitetura de segurança para a cloud a fim de ajudar as organizações a entender melhor os aspectos particulares da segurança da computação em nuvem.

O grupo publicou um guia de 22 páginas entitulado “An Architectural View of Security for Cloud“, o primeiro de uma série sobre segurança que irá abranger várias áreas além de cloud. O guia e a arquitetura foram desenvolvidos para ajudar os executivos de TI e de segurança a obter uma visão mais abrangente das complexas infraestruturas de cloud e, com isso, auxiliar na tomada de decisões envolvendo riscos e oportunidades.

Apesar de ser uma novidade, o modelo de computação em nuvem vem sendo adotado de forma cada vez mais abrangente nas corporações. Além disso, os fornecedores têm preparado ofertas cada vez mais específicas e segmentadas de cloud a fim de reforçar a credibilidade do modelo e estabelecer a tendência como estratégia de suesso para os negócios.

Uma outra pesquisa do IDC realizada em março deste ano com 181 executivos concluiu que o modelo nuvem "privada" deverá ser utilizado para as aplicações core de suas organizações, ao passo que aplicações periféricas deverão ser atendidas por provedores de nuvens "públicas". Assim, a tendência mundial representada pelo modelo híbrido que conta com aplicações distribuídas nos dois deverá se repetir nas empresas brasileiras.

 

Newsletter: Edição 011 – Ano 2011

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